PERSONA É UMA PALAVRA ITALIANA QUE DERIVA DO LATIM PER SONARE, QUE SIGNIFICA “SOAR ATRAVÉS DE”. É UMA MÁSCARA USADA NO TEATRO PARA REPRESENTAR O PAPEL. NESTE FILME AS MÁSCARAS SÃO MENCIONADAS, SUBJETIVAMENTE, PARA OS ESPECTADORES. A ATRIZ ENTRA EM CRISE POR NÃO QUERER MAIS REPRESENTAR, ENGANANDO-SE, POIS MESMO SEM FALAR ELA ESTARÁ REPRESENTANDO. O FILME ABORDA AS MÁSCARAS QUE USAMOS DIARIAMENTE.
Uma atriz que está atuando na peça Elektra, de repente, no meio da apresentação, fica muda. Cria-se aí, um clima de mistério e suspense. Mas logo ela se recompõe e pede desculpa, dizendo que teve vontade de rir. No dia seguinte, volta a silenciar e entra num estado de quietude total. Essa situação a impede de trabalhar e ela passa a ser cuidada por uma enfermeira. Para o tratamento as duas se retiram em uma casa na praia e acabam se envolvendo emocionalmente. A enfermeira conta sobre suas ansiedades e experiências, mas ao longo dos dias começa a se incomodar com o fato da atriz não interagir e a acusa, indiretamente, de egoísta. Culmina em uma briga e, então, o filme desenvolve a trama sobre as duas mulheres.
A fotografia é muito bem elaborada. O frequente uso da sobreposição do rosto das duas mulheres é um recurso visual usado pelo diretor para representar como suas personagens a se mesclar . Principalmente a enfermeira que, por admiração doentia, passa a desejar ser a atriz.
A poética do filme é fundada em impressões de importância pessoal para o diretor, tendo se preocupado pouco com a reciprocidade do público . Em seu livro “Imagens”, Ingmar Bergman afirma: “Um ponto significante: pela primeira vez eu não me importei se o resultado [do filme] seria um sucesso comercial…”

